terça-feira, 21 de maio de 2013
terça-feira, 9 de abril de 2013
O Peixe- Entrevista com o Ceramista e Arquiteto Alberto Cidraes
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| pratos em cerâmica: Alberto Cidraes texto e entrevista: Gabriel Rufo |
O
Peixe
É certo
que peixes pequenos mirem nos peixes grandes, para aprender a nadar ou simplesmente
para despertar potencialidades.
Artista
itinerante, com um movimento que é refletido em sua obra. Entre o primitivo e o
moderno, apenas entendemos o espaço que ele ocupa, o espaço do movimento
constante, por isso é tão difícil respostas, pois essas, mudam com o movimento.
Homem
do mundo e dos tempos, que ao seu tempo, esse mesmo, construiu um templo que
podemos tocar com as mãos, é claro que tentamos entender o que se estar a criar
dentro dessa permanência criativa, mas apenas somos tocados por esse mestre,
educador e construtor de mestres. Em seu trabalho, entidades brotam, e essas
sim, já possuem um lugar fixo. Pedestais, tronos, portadas, jardins e a memória
de quem mira. Definir a sua obra é como definir a própria memória. Que tempo é
esse? simplesmente é o tempo do movimento de criar.
O que pensa sobre o olhar do público em relação a sua cerâmica?
Total incompreensão
ou total empatia.
Qual das técnicas em cerâmica você prefere?
Baixa tecnologia, a mão e o barro.
Quais desenvolve, hoje, com mais precisão?
Modelagem livre e desenho em sgrafito.
O que pensa da arte como forma de expressão?
Tem que ser revolucionária.
O que pensa da arte como forma de sobrevivência?
Tem que encontrar seu
consumidor natural.
O que pensa da arte como valor de moeda?
Pode ser um produto para especulação
quando o artista consegue se tornar um mito através de um bom marketing.
Sua arte preocupa-se com questões sócio-políticas?
Não, mais filosóficas e
espirituais, pois o buraco é mais em cima.
A arte inserida em um contexto sociológico é arte engajada?
Acho que sim.
Quais as principais influências em sua produção artística?
Étnicas, históricas
mas num contexto abstrato. Surrealismo Antropológico?
Como se dá o seu processo criativo?
Espontaneamente.
Você considera o temário de seu trabalho interiorizações ou a exteriorizações da arte?
É uma exteriorização que nasce de muitas interiorizações.
Por que produzir?
É uma necessidade inexplicável.
No que isso melhora sua
existência?
Um diálogo comigo mesmo conectando vários momentos.
Fale de suas formas de expressão.
Não sou um devoto da contemporaneidade, nem
um émulo da tradição, gostaria de produzir atemporalidade, de criar dificuldade
na datação de meu trabalho daqui a 10000 anos.
quarta-feira, 27 de março de 2013
Nota cinco é a nota máxima.
Avaliação do MEC
Entre os dias 25 e 27 de fevereiro a Universidade Federal de
São João del-Rei (MG) e a coordenação do Bacharelado em Artes Aplicadas: Ênfase
em Cerâmica composta pelo coordenador Kleber Silva e pela vice-coordenadora
Zandra Miranda, receberam a comissão do MEC para a avaliação de credenciamento
do curso. O resultado foi divulgado no dia 04 de março e a proposta inovadora no
cenário nacional foi avaliada com nota 5, ou seja, conceito máximo na escala
adotada pelo Ministério da Educação.
Para a atual coordenação “o grande diferencial do Bacharelado em Artes Aplicadas é reunir numa mesma grade curricular aspectos técnico-científicos e artístico-culturais, o que permite uma condição singular para que o futuro egresso possa construir sua autonomia profissional, gerindo seu próprio ateliê de cerâmica artístico-artesanal ou uma pequena cooperativa cerâmica, já que o curso oferece também um Núcleo de Gestão e Empreendedorismo.”
Para o professor Ricardo Coelho, a revisão do Projeto Pedagógico aprovada oficialmente no inicio de 2011 foi determinante para o credenciamento do Curso com a nota máxima. “Essa nota não deve nos deixar acomodados, sabemos que há problemas, temos consciência que nosso curso está distante do ideal e isso se evidencia, novamente, pelas avaliações semestrais dos nossos alunos. Por outro lado essa nota serve para indicar que estamos no caminho certo, além é claro de comprovar a relevância do projeto para a cidade de São João del-Rei e região”.
Para a atual coordenação “o grande diferencial do Bacharelado em Artes Aplicadas é reunir numa mesma grade curricular aspectos técnico-científicos e artístico-culturais, o que permite uma condição singular para que o futuro egresso possa construir sua autonomia profissional, gerindo seu próprio ateliê de cerâmica artístico-artesanal ou uma pequena cooperativa cerâmica, já que o curso oferece também um Núcleo de Gestão e Empreendedorismo.”
Para o professor Ricardo Coelho, a revisão do Projeto Pedagógico aprovada oficialmente no inicio de 2011 foi determinante para o credenciamento do Curso com a nota máxima. “Essa nota não deve nos deixar acomodados, sabemos que há problemas, temos consciência que nosso curso está distante do ideal e isso se evidencia, novamente, pelas avaliações semestrais dos nossos alunos. Por outro lado essa nota serve para indicar que estamos no caminho certo, além é claro de comprovar a relevância do projeto para a cidade de São João del-Rei e região”.
Lúcia Ficta de Veras – crítica de arte e jornalista
Mais informações sobre o curso no site www.ufsj.edu.br/artes www.ceramicaufsj.blogspot.com.br
Essa nota também foi publicada no site www.vertentecultural.com.br
Essa nota também foi publicada no site www.vertentecultural.com.br
quinta-feira, 21 de março de 2013
Semana Santa em Prados
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| fotos e textos: gabriel rufo |
A
igreja estava sendo restaurada, e as peças, guardadas em um corredor fechado
com chave, dessas antigas e grandes. Quase tudo estava ali, inclusive o famoso
São Miguel Arcanjo, ao alcance das mãos sedentas e curiosas. Não tocamos em
nada, nem mesmo nos tecidos. Quem somos nós para tocar os santos, basta olhar
de perto.
Depois
de um tempo refletindo, me lembrei de uma discussão calorosa com um amigo,
sobre o uso de imagens em aulas de História da Arte. É certo que temos tudo
quanto é porcaria no mundo a disposição de quem queira, mas, e a cultura que é
negada, aquele material didático. O argumento dele foi o seguinte "não
tenho autorização para disponibilizar essas fotos". Apenas queremos ver e
estudar, apreciar o trabalho dos mestres do Barroco Mineiro, já não basta
aquele discurso do padre, "não devemos entrar em uma igreja, como se entra
em um museu". Isso é engraçado, pois, roubaram em Prados, a portada da
igreja do Livramento. O fato é que, a igreja não consegue proteger o seu
patrimônio, será que é falta de dinheiro, será que algum aluno roubou a portada
da igreja, para estudar de perto.
Sabemos
que os santos devem ficar acima de nossas cabeças, porém, foi maravilhoso
apreciar de perto e de cima para baixo, aquelas maravilhas da Arte, nossa Arte,
nossa cultura e portanto nosso material didático. Assim, sabemos quem somos.
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| igreja matriz de nossa senhora da conceição |
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| professora letícia de andrade |
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